sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Barbearia une a comodidade moderna com o retrô


Já está atendendo em Maringá (a aproximadamente 70km de Cianorte) a The Factory Barbearia. A nova opção para os homens da região que querem dar um trato no visual – barba e cabelo – alia a cultura retrô a comodidade contemporânea, destacando o bom atendimento e satisfação do cliente.

A Factory trabalha com atendimento pré-agendado pelo telefone ou Facebook, num sistema relacionado com a pressa da rotina diária das pessoas hoje. “Somos especializados nos cortes clássicos”, explica o proprietário Clériston “Gótico” Teixeira, 41 anos. “Indo do corte social aos cortes modernos. Somos contemporâneos, mas adoramos referenciar nossas origens nas décadas entre 1930 e 1950”.

A iniciativa de abrir uma barbearia veio no complemento de atividades relacionadas à cultura musical como o rockabilly e o kustom das motos e carros antigos. Gótico já tocou baixo acústico (aquele instrumento no formato de violancelo, característico das bandas clássicas de rockabilly), tem uma Harley Davidson HD 883 e faz parte do Overkill MotoClube. “Decidi unir o que eu gosto com o trabalho, já que sempre tive dificuldade de encontrar barbeiros para cortar meu cabelo dentro do estilo que gosto”, justifica.

ESTILO – A barbearia oferece um espaço cultural aos clientes disponibilizando wi-fi, decoração com motivos retrôs, livros sobre música e cinema para quem espera ser atendido, venda de acessórios como pomadas para modelar o cabelo, refrigerante e cerveja artesanal. E, claro, música ambiente com muito rockabilly clássico nas caixas de som.

A Factory Barbearia fica na rua Neo Alves Martins, 595, na Vila Operária, em Maringá, e conta com estacionamento em frente. O telefone é (44) 3269-8524. O horário de atendimento é entre terça-feira e sábado, entre 9h e 19h. Confira a página no Facebook ,

Fotos: Andye Iore

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Casa das Máquinas toca música nova em Maringá


Os roqueiros terão a oportunidade de ver e ouvir no próximo sábado (13) em Maringá uma importante parte da história do rock brasileiro. Isso porque a banda Casa das Máquinas (foto) é headliner na quinta edição do festival Maringá Rock, organizado pelo Esquema Rock Livre. O evento no Armazén Bar começa às 16h e tem ainda sete bandas maringaenses e mais feira de discos do Clube do Vinil de Maringá, food truck, bazar cultural e barbearia.
O Casa das Máquinas foi formado em 1973 e ainda segue tocando seu classic rock entre o progressivo e o hard. A banda deu uma pausa na década de 1980 e há dez anos faz shows regulares pelo país.
O grupo também se preparar para lançar um disco novo no final do ano. Quem for ao show em Maringá terá a oportunidade de conferir uma música desse disco, “Nova casa”, garante o tecladista Mario Testoni, (foto ao lado) 61 anos.

“É bem comum encontrar adolescentes e até crianças em nosso show”, se diverte o músico sobre tocar para pessoas que nem haviam nascido quando ele entrou na banda em 1975. “Isso é muito bom para nós porque não circulamos na mídia, não aparecemos em programas de televisão. E ainda mais comparado com o cenário musical atual que tem coisas muito pobres musical e poeticamente. Um lixo cultural”.
A herança do rock passa de pai para filho e neto entre os fãs do Casa das Máquinas. E isso garante shows lotados e também estimula a banda a compor e gravar um disco. Testoni também cuida pessoalmente de relançar os discos em vinil. Mesmo com a gravadora Som Livre ter relançado em CD e demonstrar interesse em lançar o disco novo. “Está muito caro fazer vinil hoje, mas estou vendo as possibilidades. Talvez lançar uma tiragem menor”, anuncia o tecladista que já fez orçamentos e pensa em fazer pelo menos 500 copias de dois álbuns da discografia.
Testoni vive música desde pequeno. Autodidata, aos quatro anos já começava o aprendizado em casa e em seguida entrou em escola de música. Mesmo quando o Casa das Máquinas parou, ele seguiu tocando com nomes importantes da música brasileira como Rita Lee, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre tantos outros.
LOCAL - O Armazen Bar fica próximo ao Hospital Municipal de Maringá e Contorno Sul. A direção do bar avisa que apesar dos food trucks no evento, mantem seu cardápio com porções e tem cervejas geladas com rótulos da Ambev e da Eisenbahn. O evento abre às 16h.
CASA DAS MÁQUINAS:
Mario Tomaz (Marinho) – Bateria
Mario Testoni – Teclados
João Luiz Voice – Vocais
Marcello Schevano – Guitarra
Fabio César – Baixo
Site do Casa das Máquinas.
DISCOGRAFIA
Casa das Máquinas (1974)
Lar de Maravilhas (1975)
Casa de Rock (1976)
Ao Vivo em Santos (1978)
Pérolas (coletânea, 2000)

FESTIVAL MARINGÁ ROCK 2016
Bandas: Casa das Máquinas, Seres Inteligíveis, Stolen Byrds, Fracasoul, Dog Day, Cafedelic, Laundromaths e Conservantes.
Paralelos: Feira do Clube do Vinil de Maringá,food trucks, bazar cultural, barbearia
Local: Armazén Bar, rua Joaquim Duarte Moleirinho, 4392, em Maringá.
Horário: 16h.
Informações: (44) 9904-3031
Página do evento no Facebook .
Texto: Andye Iore / Fotos: Divulgação

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Agenda e dicas de eventos

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Maringá recebe nos dois próximos finais de semana festivais bem bacanas. O primeiro será no próximo sábado (6) com bandas de blues e rockabilly no Night Club. E no dia 13, sábado, acontece a quinta edição do Maringá Rock, no Armazem. Não tem do que reclamar!

5 de agosto, sexta - Phantom Powers, no Malvadeza Pub, em Porto Alegre (RS)
6 de agosto, sabado - Rockabilly & Blues Internacional com as bandas Amber Foxx & Bobby Cavener (EUA), Adriano Grinneberg (SP), Vasco Faé (SP) - no Night Club, em Maringá. Informações: (44) 9919-9966.
13 de agosto, sábado, a partir das 16h - festival Maringá Rock, com as bandas Casa das Máquinas, Seres Inteligíveis, Stolen Byrds, Fracasoul e Dog Day. O evento tem ainda feira do Clube do Vinil de Maringá, Food truck e Barbearia. Local: Armazen Bar, rua Joaquim Duarte Moleirinho, 4392, em Maringá.  Fone: (44) 9904-3031.
13 de agosto, sábado - Run Devil Run, no Forasteiros Bar, rua Afranio Peixoto,51, Ribeirao Pires (SP)
20 de agosto, sábado - feira de discos no Kinoarte, em Londrina.
21 de agosto, domingo - Feira de Discos de Campinas & Bazar Clube das Pin Ups, na Estação Cultura, rua dos Expedicionários, em Campinas (SP)
21 de agosto, domingo - Odio Social, rua Riachuelo, 328, São Paulo
25 de agosto, quinta-feira - Richie Ramone + Cherry Bomb, no Valentino, em Londrina
até 30 de agosto - Exposição de Xilogravuras de Klaus Koti, no Jokers, na rua São Francisco, em Curitiba

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Nekromantix toca músicas novas na tour brasileira

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A banda de psychobilly Nekromantix volta ao Brasil para dois shows no final desse mês. As apresentações serão no SESC Belenzinho, em São Paulo, no dia 29, e no Jokers, em Curitiba, no dia 30. Quem viu a banda em 2011 verá dessa vez uma nova formação já que a baterista Lux Drumerette saiu em 2014 e foi substituída por Adam Guerrero (ex-Rezurex). E o público também ouvirá músicas novas do disco "A symphony of wolf tones and ghost notes" que será lançado no dia 21 de outubro, período do Halloween nos Estados Unidos.
COMEÇO - O Nekromantix foi formado em 1989 em Copenhagem, na Dinamarca, e a banda se mudou para Los Angeles (EUA) logo após lançar “Return of the loving dead” em 2001, pelo selo Hellcat Records, de Tim Armostrong, do Rancid.O baixista e vocalista Kim Nekroman é o único da formação original, sendo que quase 20 músicos já passaram pela banda. Ele criou o grupo num conceito de misturar Elvis Presley com o Lobisomem, narrando histórias de horror nas letras. Com isso, a banda se destacou no cenário psychobilly que era dominado por bandas inglesas na época. E, claro, a banda sempre teve uma repercussão visual por Kim usar um coffinbass feito por ele mesmo. O que ajudou a banda a tocar pelo mundo, desde a Europa, passando pelas Américas, até o Japão.
O Nekromantix tem nove discos e está prestes a lançar o décimo esse ano. O set list nos shows é um desfile de músicas bacanas cantadas em coro pelos fãs, como “Subcultural girl”, “Nice day for a resurrection”, “Demons Are a Girl's Best Friend”, “Necrofilia”, “Horny in a hearse”, “Alice in psycholand”, entre tantas outras.
SIMPATIA - Essa será a segunda vez do Nekromantix no Brasil. A primeira foi em março de 2011, quando foi headliner do festival Psycho Carnival (vídeo abaixo), em Curitiba (PR). Além do show impecável, a banda esbanjou simpatia circulando no meio do publico, inclusive estando disponível para conversar com os fãs num bar da cidade. Aliás, o bom humor e a ironia são frequentes em Kim Nekroman que disse ser um bailarino exótico ao ser questionado se tem algum outro trabalho fora do Nekromantix. Confira a seguir a entrevista feita pelo Projeto Zombilly com Kim Nekroman falando sobre os shows no Brasil.
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ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como está a sua expectativa para os dois shows do Nekromantix no Brasil em julho?
KIM NEKROMAN -
Estamos bem ansiosos para volta ao Brasil. Na última vez foi no Psycho Carnaval, que é um grande evento. Por isso, agora estamos esperando locais menores e um público com uma atmosfera mais íntima.
Você tocou no Brasil em 2011. O que mudou na banda ... o baterista e mais alguma coisa?
Sim, a Lux não está mais na banda. O Adam assumiu as funções de baterista há quase dois anos. Fora isso, não muito mudou muita coisa na banda.
Quais são as suas memórias da viagem e show no Brasil?
Bem, tivemos uma situação difícil em obter nossos vistos para aquele show de 2011. Tivemos de ir ao consulado brasileiro vários dias, pegamos filas e só um dia antes de embarcar que finalmente conseguimos os vistos. Quando chegamos no aeroporto o nosso voo foi cancelado e tivemos de fazer uma rota diferente. O que nos atrasou, chegamos no último minuto e fomos direto do aeroporto para o local do show. Isso foi um pouco estressante. Mas, apesar disso, nós tivemos um grande momento no Brasil.
Se você tivesse ficado em Copenhague você acha que o Nekromantix seria diferente agora?
Essa é uma pergunta difícil de responder. Mas, se isso tivesse acontecido e a banda tivesse membros diferentes, eu não acho que a banda seria tão diferente em tudo. Eu já fui perguntado sobre isso antes e acho que são as pessoas que estão conosco que fazem a banda e não o país em que vivemos.
Por que ficar cinco anos sem lançar um álbum?
Principalmente porque estamos muito ocupados com as turnês nos últimos anos. E também porque tínhamos um novo baterista. Por isso, precisávamos de algum tempo para nos certificarmos de que ele estava confortável na banda antes de gravar um novo material.
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O Nekromantix mistura rockabilly e heavy metal com psychobilly. Como isso aconteceu na história da banda? Você decidiu fazer um som mais rockabilly ou deixar o som mais pesado em outro disco?
Para mim não há gênero musical chamado psychobilly. Psychobilly é uma subcultura que une uma grande variedade de billy e música relacionada ao estilo billy. Em todos os nossos discos temos um pouco de tudo, desde o mais sossegado, para o mais pesado e mais rápido.
O que você anda ouvindo hoje? Você ouve outro tipo de música?
Eu escuto todos os tipos de música, dependendo do meu humor. Ninguém gosta de comer a mesma coisa todos os dias e é assim que me sinto em relação à música. Qualquer pessoa que ouvir um único tipo de música está realmente perdendo alguma coisa na vida.
Você conhece alguma banda brasileira?
É claro .... Gilberto Gill e Roberto Carlos [risos]
Eu acompanhei você discutindo com uma pessoa no Facebook ... como você considera os fãs na internet hoje? As pessoas tornam-se donos da verdade por trás do computador ...
A Internet é um lugar incrível para se conectar com fãs e amigos ..... infelizmente, é também um lugar para os perdedores expressarem suas opiniões de merda... ninguém se preocupa com eles.
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Quando você começou o Nekromantix não havia internet. O que ajuda e atrapalha hoje para você com a internet em relação à banda?
A mídia social é uma grande ferramenta para se conectar com os fãs e se mostrar para um novo e grande público. Tudo hoje é muito instantâneo. As pessoas querem a notícia antes que ela aconteça. Nós também somos uma banda que gosta de interagir com os fãs e nossos amigos.
DISCOGRAFIA
* Hellbound (1989)
* Curse of the Coffin (1991)

* Brought Back to Life (1994)
* Demons Are a Girl's Best Friend (1996)
* Live Undead  (2002)
* Return of the Loving Dead (2002)
* Dead Girls Don't Cry (2004)
* Brought Back to Life Again (2005)
* Life Is a Grave & I Dig It! (2007)
* What Happens in Hell, Stays in Hell!  (2011)
* A Symphony Of Wolf Tones and Ghost Notes (2016)

Texto, video e fotos: Andye Iore

sábado, 16 de julho de 2016

Temporal encurta primeira noite do Paraíso do Rock

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O primeiro dia do festival Paraíso do Rock 2016 terminou antes do que deveria. Um temporal causou a queda de energia no CTG São Jorge na metade do show dos Replicantes ontem (15) e interrompeu a apresentação dos gaúchos. Com isso, o evento acabou mais cedo, por volta das 2h30 da madrugada. Por isso, a banda se apresentará hoje (16) novamente para completar sua apresentação. Ou seja, quem chegar cedo hoje conferirá mais um show de bônus no festival. Fora isso o evento foi bem bacana com o tradicional clima de amizade no churrasco à tarde na casa dos organizadores reunindo bandas, imprensa, produtores e convidados.
A abertura ficou por conta de Tiago Duarte e Cidão fazendo um set acústico do The Jalmas e bandas gaúchas. Depois o australiano Jarrah Thompson fez um set elétrico e mostrou suas músicas que havia tocado no dia anterior em versão acústica. A terceira banda surpreendeu os presentes que não conheciam. Muddy Brothers fez pessoas pedirem mais do rock psicodélico pesado que ganhou muitos fãs no festival.
Em seguida teve a apresentação de alunos da rede muncipal que participam de atividades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Paraíso do Norte.E, fechando a noite, os aguardados Os Replicantes que pela primeira vez tocaram na região. E fizeram o esperado pelos fãs com um set cheio de clássicos cantado em coro por quem ficava na frente do palco. Teve até os mais animados gritando que estavam realizando um sonho ao ver a banda.
AGENDA - Vale ressaltar que o show começa pontualmente às 22h. Hoje se apresentam Os Replicantes (RS), Terremotor (PR), Juvenil Silva (PE), Expulsados (Argentina) e Feichecleres (PR). Além dos shows também há bancas com materiais das bandas à venda e cerveja artesanal com preço camarada, a partir de R$ 5. Inclusive uma American Lagger engarrafada feita exclusivamente pela cervejaria Araucária para o festival com rótulo personalizado.


Fotos: Andye Iore

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Paraíso do Rock começa com reinauguração da Casa da Cultura

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Estar em Paraíso do Norte (a aproximadamente 80km de Maringá) para o festival Paraíso do Rock 2016 é participar de uma experiência multicultural. Assim foi na noite de ontem (14) no Esquenta do Paraíso do Rock.
No final da tarde teve a reinauguração da Casa da Cultura e a à noite já rolaram shows. Tocaram na Casa da Cultura Jarrah Thompson (da Austrália), Clarissa Mombelli & Cidão (de Pelotas, RS) e Raízes do Samba (banda local de samba de raiz). E depois Clarissa & Cidão receberam a companhia de Tiago Duarte para continuar a festa no bar Jumb´s Gourmet. Tudo gratuito. “A arte tira as crianças das ruas, deixa longe das drogas”, disse o prefeito Beto Vizzotto sobre o espaço cultural revitalizado.
A Casa da Cultura de Paraíso do Norte foi criada em 2003 e estava com problemas estruturais. A reforma foi feita com verba do governo estadual e deixou o espaço em condições adequadas para uso da comunidade. Com isso, aproximadamente 400 crianças usam o local semanalmente com atividades musicais, de artes plásticas, sobre graffiti, entre outras aulas e oficinas como complemento de sala de aula das escolas.
E também como opção para abrigar os artistas locais e seus trabalhos. Como o grafiteiro Felipe Newmove e a artista Helia Barranco que abriu uma das salas da Casa da Cultura com a exposição Eco-Arte, relacionando a música com a natureza em quadros e painéis usando troncos de árvores transformados em instrumentos musicais.
DIVERSIDADE – A diversidade cultural também ficou evidente na parte musical. O australiano Jarrah Thompson foi muito aplaudido pelo seu folk aborígene acústico usando banjo, violão e percussão. Em seguida o público cantou clássicos do samba brasileiro com os locais do Raízes do Samba. E também teve o sempre bacana rock gaúcho com Clarissa & Cidão, alternando trabalho de cada um do casal, indo do alternativo, ao folk, passando pelo rock´n´roll clássico.
E isso porque a nona edição do festival Paraíso do Rock começa oficialmente hoje e vai até amanhã com uma maratona de shows, no CTG São Jorge, sempre com ingressos camaradas, sendo apenas R$ 30 para os dois dias. O primeiro show começa às 22h.
Hoje, sexta-feira (15):
Tu Jalmas acústico (RS/PR)
Jarrah Thompson (Austrpalia)
The Muddy Brothers (ES)
Os Replicantes (RS)
Amanhã , sábado (16)
Terremotor (PR)
Juvenil Silva (PE)
Expulsados (Argentina)
Faichecleres (PR)

Fotos: Andye Iore

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Os Replicantes mostram a velha festa punk no Paraíso do Rock

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Os gaúchos dos Replicantes são daqueles raros casos de bandas do underground que conseguem repercussão e algumas “entradas” no mainestream. O grupo foi formado em 1983, em Porto Alegre (RS), pelos irmãos Claudio e Heron Heinz e mais o amigo Carlos Gerbase.  Um ano depois Wander Wildner assumiu os vocais.
A banda se baseou no lema Do it yourself e lançou por conta própria seu primeiro compacto com quatro músicas. E foi a primeira banda gaúcha que fez vídeo clip. O destaque foi tão grande que logo a multinacional BMG colocou Os Replicantes em coletânea e logo lançou o primeiro álbum, “O futuro é Vortex”, em 1986. O que levou a banda para rádios de todo o Brasil com a música “Surfista calhorda”.
Três anos depois o vocalista Wander Widlner sai da banda para se dedicar à carreira solo. E que depois teve algumas idades e vindas alternadas com tours pela Europa. Julia Barth assumiu os vocais e recebe muitos elogios pela performance de palco.
Os Replicantes também fazem parte de uma triste situação na cena roqueira brasileira. Bandas com um histórico e carreira importante que não conseguem se manter apenas com sua música. Assim, os músicos precisam ter empregos regulares e levar a banda como complemento de renda ou apenas lazer. Como o baixista Heron Heinz que aos 59 anos de idade trabalha como programador de computadores.
O que dificilmente aconteceria se eles fossem americanos ou europeus, já que bandas com uma discografia bem menor e menos importante conseguem viver apenas tocando, gravando discos e fazendo shows.
Já são quase 15 títulos lançados em 33 anos entre álbuns, coletâneas e vídeos, e um set list de show tão impactante que poucas bandas brasileiras tem. A banda se prepara para lançar um novo disco esse ano e fazer sua quarta tour na Europa em seguida.
FESTIVAL - Os Replicantes fecha a primeira noite do Festival Paraíso do Rock, em Paraíso do Norte (a aproximadamente 80km de Maringá), na próxima sexta-feira (15). O público ouvirá clássicos como  “Surfista Calhorda”, “Hippie, Punk, Rajneesh”, “Nicotina”, “Ele quer ser punk”, “Festa Punk”, “Sandina”, entre outros, garantindo um dos melhores shows do festival.
O Projeto Zombilly entrevistou o baixista Heron Heinz que comentou sobre o festival paranaense e algumas novidades sobre a banda. Ele avisa que a banda trará CDs, camisetas e adesivos para vender.
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ENTREVISTA
ZOMBILLY- Como será o set list para o show no Paraiso do Rock?
HERON HEINZ -
Temos feito uma mescla das antigas com algumas novas, aí não será diferente.
Vocês vão tocar pela primeira vez nessa cidade e no festival. Existe a preocupação em colocar as musicas mais conhecidas no set ou não?
Sempre temos que tocar as mais conhecidas, senão a gurizada nos mata [risos].
Geralmente, bandas com a história e importância de vocês, teria uma situação mais confortável nos EUA ou Europa, vivendo só de música. Como é a situação de vocês hoje?
A mesma de sempre nesses 32 anos, continuamos todos com nossos empregos. A banda é uma diversão. Não dá pra viver só da música, nunca foi nosso objetivo.
Bandas que mudam o vocalista seguem rumos diferentes uma das outras. Como foi pra vocês encontrarem a identidade sem o Wander Wildner?
A banda começou comigo, o Claudio e o Gerbase [risos]. Todo o primeiro disco foi feito por nós três, o Wander entrou depois... a identidade d´Os Replicantes já existia sem ele... e continua a mesma!
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É comum bandas de outros estados tentarem viver no eixo RJ-SP. Qual sua visão disso? Os Replicantes tem mais destaque até que as principais bandas desse meio, mas fora desse eixo...
Nunca pensamos em sair de Porto Alegre pra viver em outra cidade. Não saberia te explicar porque gostam tanto de nós fora daqui, mas que é bom é!
São 33 anos tocando e nove discos... o que ainda te motiva a seguir tocando?
Cara, não conheço nada melhor pra fazer na vida do que tocar, fazer shows, compor, gravar, viajar. Não precisa nenhuma motivação a mais.
O que está planejado para a banda?
Planejamos um disco novo ainda para esse ano e uma nova tour [a quarta] na Europa no meio do ano que vem. E, claro, uns videoclipes.
* Confira o site dos Replicantes .
* Confira o site do Paraíso do Rock .
Fotos: Gabi M.O. / Divulgação

terça-feira, 28 de junho de 2016

Chucrobillyman lança vídeo e novo projeto


Já está na internet o novo vídeo d´O Lendário Chucrobillyman. A música “Macumba for you” é do disco “Man monkey” lançado pela monobanda curitibana. E o vídeo saiu caprichado, apresentando um dos mitos do rock tosquera - a monga – alternando com ilustrações feitas pelo próprio Klaus Koti. O video foi feito pela WTF Filmes com direção de Carol Winter, Eli Firmeza e Klaus Koti.
Além da divulgação do vídeo como Chucrobillyman, o multiartista Koti anuncia um novo projeto musical.  Está terminando a gravação de um EP com uma nova banda. Wi-Fi Kills (foto abaixo) é um projeto misturando garage rock com new wave com a participação de Gean (ex-Honkers e Savages), Fernando Nishijima (do Thee Undead Big Blues Shit) e Babi (do The Shorts e Uh La La). A banda já tem cinco músicas que serão divulgadas em breve.
O que já está disponível é o disco novo do Koti & Os Penitentes. “Amem yeah yeah yeah!” tem 12 músicas e é o sexto disco da banda. Você pode baixar o disco no site da FonFon Records.
Foto: Divulgação

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Banda gringa e Pré-Paraíso em Maringá

Fim de semana chegando e com boas opções de shows para os roqueiros. Começando amanhã (3) com um show gringo em Maringá. A banda punk Rövsvett (da Suécia) está em tour no Brasil e toca no Tribo´s Bar, em Maringá, com abertura das locais Distanásia e The Freaks. O ingresso custa R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (na portaria) e o evento tem produção do Holocaust in Your Head.
O Rövsvett tem muitos fás no underground brasileiro devido a coletânea punk “Afflicted Cries In The Darkness Of War”, lançado em 1986 no Brasil, que tinha também as bandas Crude SS , Anti-Cimex e Fear of War.

Mantendo a tradição o festival Paraíso do Rock faz festas chamadas Pré-Paraíso em cidades da região. Amanhã (3) tem show com a banda Histeria, no Jumbs Bar, em Paraíso do Norte. E no sábado (4) os curitibanos do Giovani Caruso & o Escambau (imagem à direita) tocam em Maringá. O show em versão acústica será na Cervejaria Araucária (avenida Américo Belai, 2329, próximo da Acema), a partir das 18h, com ingresso a R$ 5. 

domingo, 15 de maio de 2016

Replicantes é headliner do Paraíso do Rock 2016

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A organização do festival Paraíso do Rock está fechando o line up para a nona edição do evento, que acontecerá nos dias 15 e 16 de julho, em Paraíso do Norte (a aproximadamente 80km de Maringá).
Mas a maioria das atrações já foi anunciada. O destaque fica para os gaúchos dos Replicantes que finalmente tocam no festival – no dia 15 - realizando um sonho antigo do organizador Beto Vizzotto. "Estamos pesando em colocar mais uma banda na sexta-feira", comentou Vizzotto sobre a sondagem numa banda histórica do rock independente paranaense que completou 20 anos recentemente.
Os Replicantes foram formados em 1983 em Porto Alegre (RS), já passou por varias formações lançando oito discos. A banda tem muitos fãs na região o que deve garantir um dos maiores públicos na história do festival paranaense.
A outra noite (16) da maratona roqueira será fechada pelos curitibanos do Feichecleres, que se reuniram exclusivamente para o Paraíso do Rock.
O festival mantem a fórmula que deu certo atraindo público de todo o Paraná e ganhando repercussão nacional. Além de bandas badaladas do cenário independente brasileiro, também tem uma banda argentina (Expulsados), uma banda de surf music (Terremotor, de Umuarama), uma banda misturando rock com sonoridade regional (Juvenil Silva, de Recife, PE). Também está confirmada The Muddy Brothers (ES) que tem influência de blues roots.
Nos próximos dias a organização deve anunciar mais duas bandas fechando o line up do festival, que também terá eventos paralelos e um jornalista convidado.
* Confira o site do Paraíso do Rock.
Foto: Lucas Cunha

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A verdade sobre a volta do vinil



Não existe volta do vinil! Essa é a mais pura verdade sobre o mercado fonográfico brasileiro. Quem tanto fala em volta do vinil nas conversas com amigos ou em reportagens na mídia, é quem não acompanha o setor e está  acompanhando esse setor há pouco tempo.
Para quem coleciona discos de vinil, esse mercado nunca acabou. Sempre existiu. Mesmo quando não havia fábrica em atividade no Brasil. Os colecionadores seguiram comprando seus vinis pela internet, em feiras de antiguidades, sebos ou pediam para os amigos que viajavam ao exterior para trazer algum bolachão na viagem. Já que na Europa e Estados Unidos o mercado seguiu lançando vinis todos esses anos.
Lugares como a Feira de Antiguidades da praça Benedito Calixto, em São Paulo, sempre tiveram bancas com discos de vinil para vender. Um outro exemplo aconteceu em outubro de 2011, quando foi feita uma feira de discos na Vila Madalena, em São Paulo. O evento não só teve muitos expositores, como o amplo local ficou lotado com o público e mal dava para ver as bancas de tanta muvuca (foto). Tudo isso sendo que já havia ocorrido outras edições e muito antes dessa ladainha da mídia atrasada falando que o vinil voltou.
O que acontece hoje é que o mercado está se reestabelecendo com mais fábricas, mais bandas lançando disco e colecionadores reativando suas vitrolas. O que, naturalmente, aumenta o interesse e a comercialização dos vinis.
* Confira mais fotos da feira de discos em 2011 em São Paulo.
Foto: Andye Iore

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Clube do Vinil faz feira de discos em cervejaria


Será realizado no próximo sábado (7) a XIV Feira do Clube do Vinil de Maringá e a segunda edição do Bazar Cervejeiro, no Tasting Room das cervejarias Araucária e RedCor, em Maringá. O evento reúne duas culturas diferentes com muitos fãs na cidade: da cerveja artesanal e do colecionismo de discos de vinil. Tudo embalado por discotecagem de rock ao som do projeto Vinyland, com os DJs Haveck e Andye Iore.

O Tasting Room fica na avenida Américo Belai, 2329, próximo da Acema, e é ponto de encontro dos cervejeiros caseiros de Maringá e região. Além de saborear diferentes rótulos das premiadas cervejas Araucária e RedCor, o local também oferece insumos para quem quer fazer cerveja em casa e tem a opção de abastecer o growler (refil) com as cervejas para beber em casa. No dia do evento haverá como opção gastronômica chili mexicano.

Já a parte da feira de discos chega em sua 14ª edição em Maringá. Os expositores têm discos novos de gravadoras independentes brasileiras, importados e muitas raridades de rock, MPB, reggae, RAP, eletrônico, entre outros gêneros. Alguns expositores fazem trocas de discos e todos aceitam pagamento com cartão.

Entre os discos disponíveis no acervo da feira estão:
Nirvana – “Nevermind”
Wander Wildner – “Rodando el mundo”
David Bowie – “Ziggy Stardust”
Metallica – “Ride the lightning”
Arrigo Barnabé – “Clara Crocodilo”
Iron Maiden – “The book of souls”
Napalm Death – “Rare tracks”
Raulzito & Os Panteras
Sonic Youth – “Master dik/4 Tuna”
Megadeth – “Dystopia”
Cypress Hill – “´till death do us apart”
Jorge Ben – “10 anos depois”


O Clube do Vinil de Maringá tem apoio da rádio Mundo Livre e do jornal O Diário. Mais informações : (44) 9102-2912 ou pelo blog do Clube do Vinil: www.clubedovinildemaringa.blogspot.com.br

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Zombilly ganha ponto fixo em Maringá

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Já faz quase 20 anos que a loja O Porão Discos fechou em Maringá. E até hoje ainda há roqueiros que perguntam se a loja não vai abrir de novo. Então, vai. Quase. Será inaugurado em breve o espaço físico do Projeto Zombilly.
A loja atenderá com horário previamente agendado oferecendo discos de vinil, CDs, DVDs, camisetas, histórias em quadrinhos, bottons, chaveiros, posters, quadros, caixas para discos, molduras, entre outros.
O espaço também terá cerveja gelada (artesanal e comum) e lanches da Alvinho Hamburgueria, aceitando pagamento cm cartão. “Aumentamos o nosso acervo e como não dá para levar muita coisa nas feiras de discos, optamos por ter um espaço onde as pessoas possam conferir mais coisas”, comentou Iore, completando que também é uma opção para quem não consegue ir nas feiras de discos.
COMEÇO - A origem do rock em vinil em Maringá começa em Foz do Iguaçu. O jornalista Andye Iore teve como segundo emprego uma loja de discos – Combinato Discos - em meados da década de 1980. Depois de seis anos ele voltou para Maringá terminar os estudos, já que não havia faculdade em Foz do Iguaçu na época.
O Porão Discos (fotos abaixo) foi uma loja aberta em meados da década de 1980 no Centro Comercial, no centro de Maringá. A princípio era um sebo com discos e livros de estilos variados. No começo da década de 1990, Iore comprou a loja depois de trabalhar dois anos como funcionário.
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No primeiro dia na nova administração o comércio foi transformado numa loja especializada em rock, virando referência no segmento em todo o Paraná. A loja passou pela transição do vinil para o CD e após oito anos encerrou as atividades já trabalhando com histórias em quadrinhos e Role Playing Game (RPG). O Porão já foi tema de pesquisas, entrevistas e de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).  Em 2007 Andye Iore criou o Projeto Zombilly e em 2014 o Clube do Vinil de Maringá.
INDEPENDENTE - No novo espaço da Zombilly Shop, Iore repete a fórmula que tornou O Porão conhecido em todo o estado. Tem um amplo acervo de discos de bandas independentes brasileiras. “Aproveitamos o contato que temos com bandas pelo programa de rádio, produção de shows e cobertura de festivais para comprarmos discos direto das bandas”, comentou sobre a formação do estoque.
Assim, atualmente há discos dos selos Cogumelo, Baratos Afins, TrashCan, Monster Mash, FonFon, Punch Drunk, Mandinga, Monstro Discos, Assustado, Nada Nada, HBB, Lombra, Midsummer Madness, Corsário Discos, Neves Rec., Wildstone Rec., Mutilation, Ipojuke, Cholo Rec., Mamma Vendeta, Purgatorius Rec., Spicoli Discos, entre outros que lançam discos em tiragem limitada que depois viram raridades.
Sem contar o acervo com relíquias e discos importados que o público já está acostumado a conferir nas feiras do Clube do Vinil de Maringá. Para agendar visita na Zombilly Shop : (44) 9102-2912 , pelo Facebook : @andyeiore ou pelo email : andyeiore@gmail.com

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Novo espaço receberá instalações, estantes e decoração nos próximos dias

segunda-feira, 28 de março de 2016

“Batman vs Superman” é a Bosta do Ano



Esse post tem spoilers

Se existisse um premio chamado a Bosta do Ano em 2016 ele iria para o filme “Batman vs Superman – A origem da Justiça” que está e cartaz nos cinemas brasileiros. É tanta bosta junta que você sai do cinema com a sensação de ter sido enganado... claro, se você tiver as referencias históricas dos quadrinhos. Se você é desses nerds alienados que vivem na frente do vídeo game e veem o mundo pela internet, vai adorar, mesmo não sacando muita coisa.
O filme não rende por si só, apenas pelo enredo. Ele foi feito como um gancho para a “Liga da Justiça” que estreará em 2017 e já tem continuação prevista para 2019. E, claro, tentar fazer o sucesso comercial que os filmes com personagens da Marvel conseguiram. Já que as franquias da DC como Batman e Superman foram um fiasco. Aliás, o Batman no cinema parece ter a sina de ser um pior que o outro. E esse de Ben Affleck é quase unanimidade entre os fãs dos gibis como um dos mais ridículos. Santa Bosta, Batman!
Entre os inúmeros desrespeitos para com os fãs dos quadrinhos está na parte final quando Superman da um último golpe no que aparente ser um indestrutível Apocalipse. A mitologia diz que basta Superman se aproximar de kriptonita que ele fica fraco e cai. Nessa cena, ele pega uma lança de kriptonita e voa por vários metros segurando a arma próxima ao corpo até crava-la no vilão. Bosta de Krypton!
A sensação que eu tenho é que os produtores chegaram com a seguinte ideia: vamos pegar vários personagens clássicos e vamos deturpar todos com atores famosos. E conseguiram muitas bostas! Um Jesse Eisenberg medíocre como Lex Luthor, um Laurence Fishburne como um sonso editor Perry White do jornal Planeta Diário, mais o Jeremy Irons como o mordomo Alfred.
Para foder de vez nesse quesito, na parte final aparece o bostão do Kevin Costner como Jonathan Kent, o pai terreno de Clark. Sem necessidade nenhuma. Kevin Costner tem no curriculum vários dos piores filmes da história e não precisava ter um ator famoso nessa sequencia que dura pouquíssimo tempo.
Outra coisa que pode até passar, mas os fãs mais radicais das HQs não engolem foi a criação do Apocalipse. No gibi ele tem origem em anciões de Krypton. Mas no filme o vilão foi criado por Lex Luthor a partir do general Zod. Bosta!
Mais referência ao Apocalipse é que no filme há sequencias bem na onda de vilões de outros dois filmes de HQs: “Hulk” (de Ang Lee, 2003) e “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” (de Marc Webb, 2014). Onde os vilões surgem depois de experimentos em laboratório e ficam mais poderosos ao consumirem energia de algum ponto. Bosta tripla! E nessa onda, Zack Snyder abusou das cenas noturnas de ação. E, no aspecto técnico, isso facilita e muito colocar os efeitos especiais para não parecerem tão fakes. Outros blockbusters de sucesso, como “Star Wars” e “Parque dos Dinossauros”, tem muitas cenas de ação com efeitos especiais de dia e com ótimos resultados.
CURTI - Vale prestar atenção na trilha sonora que além do mestre em blockbusters Hans Zimmer, também tem o bacana Richard Cheese, especialista em fazer releituras rockabilly. Aspectos que deixam os fãs animados em “Batman vs Superman” são as referências a Teen Titans e Darkseid. E também as rápidas aparições de Aquaman, The Flash e Cyborg. E ressaltar o aspecto do crossover que é bacana de ver no cinema. Afinal, nos gibis já era um acontecimento isso.
“Batman vs Superman” tem 2h31 de duração e será lançada uma versão do diretor mais longa com foco no público adulto. O filme custou US$ 250 milhões, arrecadou US$ 170 milhões no final de semana de estreia nos EUA, devendo superar seu custo nos próximos dias. Mas, fica longe das melhores bilheterias de adaptações de quadrinhos.
E, para quem não conhece muito das HQs e ficou tristinho com a morte do Superman no final do filme, se alegre. Ele morreu SQN... claro que voltará, pois é parte essencial na Liga da Justiça. Sem contar que nos gibis já teve “As aventuras do Superman”, “O casamento do Superman”, “A morte do Superman”, “O funeral do Superman”, “A volta do Superman”, “O uniforme azul e branco do Superman”, “Superdog, “Superboy”, “Supergirl”, “Superwoman”, “Bizarro” [um vilão que é uma copia reversa do Superman], “A bosta do Superman”...

quinta-feira, 24 de março de 2016

Lombra Rec é a nova fábrica de vinis do Brasil


A produção não será tão grande, mas a chegada da Lombra Records no mercado fonográfico brasileiro foi recebida com muita animação por bandas e músicos. O selo de Brasília (DF) já começa a soltar seus primeiros discos em abril. O produtor Biu Ramos passou três anos negociando uma máquina de risca (imagem à esquerda) da Alemanha e fará um trabalho praticamente artesanal.
Mas com oferta mais camarada para quem quiser lançar seu disco de vinil. As opções são de 5”, 7”, 10”, 12”, disc flex e gramaturas variadas. A media de preço vai em torno de R$ 35 um compacto 7” e R$ 60 um álbum 12”. E sem quantidade mínima. 
O recado de quanto mais gravadoras e fábricas tiverem, mais lançamentos estarão no mercado e mais o preço pode baixar pela concorrência faz valer. “Nós da Lombra Records não entendemos nada do mercado. Nosso negócio é Música. Com eme maiúsculo”, diz Ramos.

Biu Ramos revela que já são 21 bandas que negociaram lançamento pela Lombra Records até essa semana. Entre os primeiros discos estão bandas da goiana Monstro Discos, uma coletânea de música experimental e os barulhentos paraibanos gente fina do Zefirina Bomba. “Gravamos três sons em Brasília e outros cinco aqui em João Pessoa para esse disco. Fizemos umas paradas diferentes”, comenta o guitarrista e vocalista Ilsom Barros (à direita na imagem, gravando as músicas novas), sobre o novo disco do Zefirina Bomba. Ele cita que já conhece Ramos desde 1993 e isso facilitou o trabalho, sendo uma boa alternativa depois de ter feito um orçamento na Polysom e ter desistido. “Ainda acho muito caro o vinil da Polysom. É inviável para muitas bandas”.

A princípio a produção da Lombra Records deve ficar em aproximadamente 600 unidades mensalmente. “O futuro é agora”, anuncia Biu Ramos, já sabendo da importância que terá seu selo no mercado independente que foge cada vez mais da falta de opções.
- Página do Facebook da Lombra Rec. 

Fotos: máquina: Divulgação Lombra / Ilsom Barros: divulgação Zefirina Bomba

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O lendário roqueiro das mil músicas

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Marco Butcher (foto), 47 anos, foi embora do Brasil há dois anos, mas deixou ótimas lembranças e muitos fãs. A lenda do rock independente brasileiro tem duas características que se destacam: a primeira é uma extensa carreira em mais de 15 bandas desde o começo da década de 1980. A segunda é não se importar muito com o que já fez, mesmo que esse passado seja muito importante para fãs, amigos e ex-companheiros de bandas. Ele quer sempre ir pra frente, fazer mais.
Os 35 anos de carreira proporcionaram que ele compusesse aproximadamente mil canções, segundo sua própria estimativa. Incluindo algumas músicas que permanecem inéditas ‘escondidas’ nas gavetas de casa.  E vem muito mais por aí. Marco Buchcer mora com a esposa em Winston Salem, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desde 2014, onde está ativo como nunca, compondo e tocando.
Sempre com muito pouco para falar de suas ex-bandas e entusiasta para falar de seus atuais projetos. Ele revela alternar trabalhos de restauração e pintura de interiores e com sua música.  Atualmente com gravações e shows com Rob K., no The Jam Messengers, e lançamento de um terceiro disco do duo Jesus & The Groupies. Essa semana ele ai em tour pelos EUA com The Jam Messengers.
Marco Butcher sabe que sua memória não é das melhores. Para piorar ele já lançou tanta coisa que mal lembra, justamente por esse desapego das coisas passadas. Até seu apelido passa por isso. “Acho que Butcher veio da tradição das antigas bandas punks e 60s, dos membros usarem o nome da banda como sobre nome. O nome da banda [Thee Butchers Orchestra] foi ideia minha. Acabou pegando. Acho que os amigos começaram a chamar assim e ficou. Nós três da banda usávamos Butcher. Isso tem mais de 20 anos...”, força a memória.
O Projeto Zombilly fez um resgate histórico da carreira de Marco Butcher incluindo uma entrevista com ele falando sobre o que anda fazendo.

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ENTREVISTA
ZOMBILLY - Por que você decidiu viver nos Estados Unidos?
MARCO BUTCHER -
Eu me mudei pra cá dessa última vez em 2014. Já tinha morado aqui em outras fases da minha vida, sempre em cidades e estados diferentes. Acho que com o tempo percebi que estava passando mais tempo aqui que no Brasil. E, é claro, o fato de ter minhas bandas aqui fez muita diferença na decisão.
Quais foram as ultimas coisas que você gravou e lançou?
No momento tenho projetos diferentes rolando, como o “Five Kinds Of Bad”, que é um álbum de outtakes do The Jam Messengers, sendo lancado na Inglaterra pelo selo Sour Moon Records. Também com os Messengers temos um split single que fizemos com os Black Mekon, tambem saindo na Inglaterra. Fora isso, os Jesus & The Groupies estão pra lançar seu terceiro álbum que leva o nome de “Weapons Nature Provided” e trás como convidado o texano Walter Daniels (do Jack O Fire, Bigfoot Chester) nos vocais, gaitas e saxofones. O álbum também conta com várias participações de gente como Chet Weise (do Immortal Lee County Killers) fazendo algumas guitarras, Texcala Jones (do Tex & The Horseheads) fazendo vocal em uma das músicas, Mike Mariconda (do The Devil Dogs) nas guitarras e por aí vai.
Como é sua rotina aí nos Estados Unidos? Você vive de música?
Eu e minha esposa moramos numa parte da cidade que é meio como um bosque ou floresta se preferir.  Então, apesar de ser bem perto do centro da cidade ainda temos muito espaço e privacidade pra poder trabalhar em casa. Montei um pequeno estúdio aqui há um ano e meio. E de lá pra cá tenho tentado deixar a coisa melhor na medida do possível, investindo tempo e equipamentos na sala e coisas do tipo. Viver de musica? Não acho que poderia dizer que sim.  O que rola é juntar tudo entre shows, venda de discos, produção de outras bandas e tal. Mas também trabalho fazendo outras coisas.
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Garage Fuzz (Londrina, 1992)

O que seria diferente se você tivesse continuado no Brasil?
Difícil dizer. Acho que tudo na real. Morar aqui facilita minha vida em vários sentidos. O primeiro deles é que eu e o Rob K entramos num processo de tours e gravações que é muito mais regular e bem estruturado. Depois o fato de poder ter esse tempo pra trabalhar no meu estúdio e criar a música que quero, da forma que ouço na minha cabeça, é bem importante pra mim.
A maior parte dos discos que você lançou está fora de catalogo e raramente se encontra para comprar hoje. Você pensa nisso, em relançar algo ou foca só em lançar coisas novas?
Cara, eu não sou muito do tipo que olha pra trás e coisa parecida. Não costumo pensar no que já foi feito e se ainda faz sentido ou se está ou não em catalogo, nem nada do tipo. É claro que se alguém em determinado momento for afim de fazer algo assim, relançar minhas coisas, seja lá com que banda for, é provável que eu diga ok. Mas, contar comigo pra cuidar disso eu diria que é no mínimo bem complicado. Gosto de gastar meu tempo olhando pra frente.
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Thee Butchers Orchestra (São Paulo, 1998)
De tudo que você já gravou e de todas bandas que já participou, o que te dá mais orgulho. Tem algo que você não goste?
Acho que no final o orgulho vem da oportunidade de poder trabalhar com pessoas que você gosta e respeita na música. Não sei dizer se tenho algo que goste mais. Faço discos por motivos diferentes. Então, em algum momento é claro que todos eles fazem sentido pra mim.  Se não gosto, não lanço. Não faria sentido.
É comum no meio das onemanbands os músicos fazerem seus próprios instrumentos, experimentar com objetos. Você já fez algum instrumento, usou algo incomum?
Na verdade nao me vejo como onemanband de forma alguma. Toco só às vezes e com amigos às vezes. Mas não penso onenamband como minha forma de fazer e mostrar música. Não acho que eu faça parte da cultura onemanband nesse sentido. Então, na real, sei pouco sobre. É claro que experimentos fazem parte da música. Ainda mais quando você começa aos dez anos. Cansei de destruir caixas, panelas e tudo que eu pudesse socar na tentativa de construir uma bateria [risos] pras minhas primeiras bandas de garage que moraram por algum tempo na garagem da minha antiga casa em São Paulo.
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Pin Ups (Juntatribo, Campinas, 1993)
O Pin Ups é idolatrado no meio independente brasileiro. Você parece não compartilhar da mesma idolatria dos fãs. O que representou você tocar na banda ?
Eu não sigo muito revistas ou zines e coisas do tipo. Meu interesse em música é música e não o que esse ou aquele crítico acha sobre música. Então, de certa forma, essas informações raramente chegam pra mim. E, quando chegam, meio que deixo passar porque pra mim não faz muito sentido se agarrar em passado. Mas, de fato não tenho muito pra falar sobre.
Pouca gente sabe, mas você cantou no Garage Fuzz no começo da banda. O que você lembra?
Bons tempos! Sempre curti o pessoal da banda e sempre fomos amigos. Mas, na época que eu estava na banda o lance era bem mais SST e musica estranha, punk rock talvez! Não sei se eu chamaria aquela fase de hardcore. Bem provável que não.
Vamos falar de garage rock... o Brasil tem muitas bandas bacanas, mas não tem uma organização, uma cena. É meio cada um por si...
Não vejo a coisa como uma cena. O que na real acaba sendo mais legal. Acho que temos alguns músicos flertando com esses estilos nos últimos anos e misturando isso a coisas mais atuais ou experimentais se preferir.
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Thee Butchers Orchestra (São Paulo, 1998)
E o que representa o garage rock pra você?
Acho que tem duas formas de ver isso: uma é a ideia de começar a banda ensaiando em garagens. E enfim, mantendo a coisa toda o mais simples possível. A outra tem mais a ver com cena ou tendência. O que na real acabo não prestando muita atenção. Toda essa onda revival, bandas soando ou tentando soar como nos 60s e tal. Não é algo que eu acompanhe. Gosto da ideia de viver meu próprio tempo. Acho a coisa toda de revival meio cansativa.
E como tem sido seu processo de composição atualmente?
Na real, nunca penso em música pra compor música. Vem de outras coisas. Da vida, da rua do que está rolando na minha rotina ou falta de rotina. É muito mais fotográfico na minha cabeça, eu acho. Às vezes, a própria letra faz a música. Não tem muito um formato. Cada som acontece de uma forma.
O que você planeja para sua carreira no futuro?
Sem planos! No momento minha esposa está produzindo “Night & Day”, que será o próximo álbum a ser lançado pelos Jam Messengers. Talvez no final desse ano ou começo do ano que vem. Fora isso, shows shows shows e mais shows! Estar na estrada é pra mim a única coisa certa. O resto eu deixo ser acidental e assim vemos o que rola.
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SITES:
- Facebook de Marco Butcher .

- Facebook do Jam Messengers .
- Site do Jesus & The Groupies .
Texto e fotos: Andye Iore / Zombilly

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Pin Ups (Londrina, 1992)

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Jesus & The Groupies (Maringá, 2011)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Drakula completa dez anos


Poucas bandas conseguem se manter por dez anos no underground brasileiro. A banda de garage surf Drakula, de Campinas (SP), conseguiu não só seguir tocando por uma década como lançou quatro discos. Algo tão difícil quanto continuar existindo.
O quarteto formado em 2006 e já se apresentou em quatro das cinco regiões brasileiras, dividindo palco com bandas como Agent Orange, The Dickies, Vibrators, CJ Ramone, Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco, entre outros.

Eles divulgam o compacto “Death surf” lançado no final do ano passado com quatro músicas, tendo participação do guitarrista australiano Chris Masuak (do Radio Birdman). E, para celebrar a década de existência, a banda participa de dois tributos – para o Leptospirose e outro sobre rock americano 50´s e 60´s com o Drakula tocando The Wailers - e também já se prepara para gravar novos sons próprios.

O Drakula já tocou no Projeto Zombilly, em Maringá, em junho de 2013. A banda também está frequentemente no track list do programa Zombilly no Radio. 

DISCOGRAFIA
• “O Inferno Com I Maiúsculo” (CD Independente, 2007);
• “Comando Fantasma” (CD Laja, Rastrillo, Chop Suey e Pisces, 2009);
• “Vilipêndio a Cadáver” (Vinil 7``, Reverb-Brasil, Back on Black, Chop Suey e TrashCan, 2011);
• “Death Surf” (Vinil 7``, Reverb-Brasil, Mandinga, High Time, Esta Noite Encarnarei No Teu Compacto, High Voltage, Chop Suey e TrashCan, 2015).

VIDEOCAST COM DRAKULA . 

SITES
BandCamp  e  Facebook .




Foto: Andye Iore