sexta-feira, 14 de abril de 2017

O punk não existiria sem Danny Fields


Já está disponível no Netflix o documentário “Danny says” que foi lançado em 2015. O vídeo é sobre a vida e obra do agente cultural americano Danny Fields, 77 anos, que foi uma mistura de produtor, fotógrafo e assessor de imprensa de bandas que aprendemos a gostar no decorrer dos anos. Como Velvet Undeground, The Stooges, MC5, Ramones, Modern Lovers, entre tantas outras que ele tinha afinidades artística e sexuais, de maneira independente ou trabalhando para revistas e gravadoras.
O documentário nem é tão bem produzido, mas é muito interessante com entrevistas com Danny em diferentes períodos, até gravações em fitas cassete com ele conversando com artistas entre as décadas de 1960 e 1970.
O filme tem muitas passagens curiosas e divertidas com as bandas falando sobre Danny. Como a com Iggy Pop contando que a banda não gostava dele como empresário e tentava de todas as maneiras se livrar dele. Até que um dia, propositalmente, a banda passou com o caminhão deles numa ponte baixa, estourou o veículo e destruiu parte dos equipamentos dando um prejuízo enorme para o empresário que desistiu de trabalhar com a problemática The Stooges.
Na parte jornalística tem uma sequencia irônica de como Danny influenciou a mídia cultural americana. Ele trabalhava para revistas adolescentes e conseguia incluir a tosquice punk nas publicações. E acabou criando polêmicas que correram o mundo, como um caso que fez os Beatles serem odiados e perseguidos nos Estados Unidos.
Danny Fields foi tão importante nos bastidores da época que foi até homenageado pelos Ramones na música “Danny says”, gravada no disco “End of the Century” em 1980. “Danny says” tem 1h45 de duração e é o segundo doc do cineasta Brendan Toller, que em 2008 fez o vídeo “I Need That Record!” sobre lojas de discos de vinil.
* Confira o trailer do doc  Danny says”.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Barbearia vira espaço cultural em Londrina


O próximo sábado (18) em Londrina terá uma boa opção cultural. A Mi Casa receberá a primeira edição da feira de discos de vinil - com participação do Clube do Vinil de Maringá -  com um bazar cultural e discotecagem de Gustavo Veiga. O evento será entre 12h e 20h com entrada gratuita.

O espaço que fica na rua Paraíba, 191, é uma barbearia e um estúdio de tatuagem. E se transforma num ponto cultural dos londrinenses, incluisve com shows de bandas. Essa semana teve até gravação de um video do músico local Mau Werner.

Para o evento de sábado a Mi Casa terá chopp bem gelado, sendo Pilsen Brasser e um Pale Ale da Birra Morcelli. O acervo de discos tem destaque para rock, entre o independente brasileiro e até importados. E também de outros gêneros variados, com discos usados, a preços camaradas. Os expositores aceitam pagamento com cartão.
- Confira a página do Mi Casa no Facebook . 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Festival valoriza bandas de rock autoral na região



Será realizada amanhã (11) em Maringá o festival Arapyau 2017. O evento será no Casa da Vó Bar, na avenida Euclídes da Cunha, 155, a partir das 18 horas, com ingresso antecipado a R$ 10.
Sete bandas de Maringá, Mandaguari e Paranavaí se apresentarão com rock de composições próprias. São elas Kanis, Laundromaths, Claudio Caldeira, Dedo na Quina, Draw the Line, Fracasoul e Montanas Trio, que está agendado para fechar a noite roqueira.
O Montanas Trio estava parado há um ano e volta com sua formação original que não tocava junta há dois anos. O trio que mistura rock com black music foi formado em 2013 e teve uma curiosidade na cena roqueira maringaense: os músicos colocaram os instrumentos num carro e caíram na estrada, sem depender de produtores ou bares. Dessa maneira passaram por vários estados e foram até o Uruguai, chegando até a tocar na praia e na calçada.
Os estilos das bandas do Arapyau são bem variados como psicodélico, black music, hard core, pop, entre outros. O festival também terá bazar cultural com discos de vinil, roupas e acessórios.

ROCK NACIONAL - Essa é a segunda edição do festival que valoriza a produção de som autoral entre bandas da região. O grupo de produtores Esquema Rock Livre faz eventos desde 2012 e realizará no segundo semestre a sexta edição do Maringá Rock Festival, com participação de bandas do cenário nacional. O evento teve nas edições anteriores Casa das Máquinas, Wander Wildner, entre outros. Mais informações no Facebook : @maringarocklivre


Foto: Andye Iore

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Punks se unem e fazem Carnaval roqueiro em Maringá

FFAR

The Junkies

Fossa Punk
Quem não gosta de Carnaval terá uma boa opção para não ficar em casa reclamando da vida na próxima terça-feira (28) em Maringá. Um grupo de amigos e bandas punks da cidade se mobilizou para fazer o evento batizado de Punk Folia, no Crowbar (na avenida São Paulo, 330, centro).
O nome e o cartaz são uma ironia à alienação que ronda a sociedade nessa época. Os nomes das bandas foram colocados sobre confetes e serpentinas que, claro, não tem relação com a ideologia punk. "Essa é uma época que quem gosta de rock fica em casa ou viaja. Mas nem todo mundo consegue viajar para se distrair. Então resolvemos fazer um evento para nós mesmos nos divertir", comentou o jornalista Andye Iore, um dos organizadores.
O Crowbar abrirá às 16 horas e a banda Força Fé Ataque e Resistência (FFAR) toca a partir das 17h30. Em seguida entram The Junkies e Fossa. Tem ainda a estreia do Caos 77 que fará uma participação. E mais leitura de poesia maldita e bazar cultural com discos de vinil. Evento com entrada gratuita, dentro do lema punk "do it yourself", o faça você mesmo. Já que as bandas ajudam na organização e levam equipamentos para os shows.
Contrastando com a ilusão carnavalesca as bandas do Punk Folia tem letras e  discurso contra injustiças sociais, corrupção política, discriminação racial e sexual, alienação religiosa, entre outras situações que fazem parte da rotina de qualquer pessoa na comunidade. É um evento que alia a diversão com a conscientização.

- Veja video da música "Inferno", da banda The Junkies.

- Veja video da música "Liberdade", com o FFAR.

- Veja video da música "Corrompido", da banda Fossa.



FOTOS: Andye Iore / Arquivo The Junkies

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TMMM foca nos palcos em 2017


A banda piracicabana de surf music The Mullet Monster Mafia  (foto) vai se dedicar a fazer muitos shows em 2017 e não deve lançar disco esse ano. O trio se prepara para tocar no festival Psycho Carnival no final do mês, onde costuma fazer grandes apresentações e ganhar mais fãs, inclusive gringos.
O TMMM está em tour divulgando o disco “Surf´n´goat”. A banda apresenta um novo baixista Jeferson “Jé” Novaes, que substitui temporariamente Netão que está em tratamento de saúde. Jé chegou no primeiro ensaio na semana passada já com todas as músicas do set tiradas e foi muito bem em três shows que a banda fez no último final de semana (fotos desse post).
O disco “Surf´n´goat” é um compacto 7” lançado pelo selo belga Drunkabilly Records com quatro músicas – “Surf 'n'Goat”, “Porno diesel”, “Fishwater Cataia” e “Black Coffin Board”. O disco é em vinil vermelho e as copias são numeradas. Foram feitas mil copias na Europa, sendo que 250 vieram para o Brasil. A gravadora considera fazer uma segunda prensagem menor e com o vinil em outra cor.
O TMMM fez uma tour no ano passado na Europa passando por oito países e eles voltam esse ano para a quarta temporada europeia, tocando nos principais festivais europeus de surf music.
O festival Psycho Carnival acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro, no Jokers Pub, em Curitiba, com 24 bandas em quatro dias. O Projeto Zombilly bateu um papo com o baterista Nery que comentou sobre as novidades do The Mullet Monster Mafia.
ENTREVISTA
ZOMBILLY - Como está o trabalho do Mullet Monster Mafia agora ?
NERY -
Estamos na tour do compacto “Surf´n´goat” que saiu no ano passado e vamos fazer mais shows esse ano pra divulgar esse disco em outros lugares. E vamos voltar pra Europa no meio do ano, que será a segunda parte dessa tour europeia. Vamos participar de festivais de Verão lá, devem ser uns cinco ou seis festivais. E também estamos tentando shows na Argentina e Colombia.
A banda está com baixista temporário ...
Estamos fazendo uma mini tour em São Paulo e Minas Gerais antes do Psycho Carnival. Quem está tocando baixo é o Jé [Jeferson Novaes]. Ele está ajudando a gente depois do Murilo que tocou também, enquanto define a situação do Netão. O Jé que está escalado para tocar no Psycho Carnival conosco. Ele tocava numa banda de Piracicaba chamada One Minute Less. Ele tem uma história bacana na cena punk e hard core da cidade.
E qual planejamento para gravação e discos?
Provavelmente não devemos fazer disco novo esse ano. Vamos bater bastante no “Surf´n´goat” mesmo, que é o material novo, bacana e tem boa aceitação. Vamos divulgar bem esse material e podemos até lançar uma segunda edição dele na Europa. Vamos tratar disso na tour na Europa. Vamos entrar em estúdio só no ano que vem pra fazer um álbum novo da banda.
Como será o show no Psycho Carnival?
Quem vai tocar baixo será o Jé que já fez alguns shows essa semana. Vamos fazer o nosso surf porrada. Vamos mexer em alguma coisa no set para não fazer show igual todo ano pra dar uma dinâmica diferente no show.
Como é o público do Mullet Monster Mafia na Europa?
A Europa é bom demais pra gente! Na última tour que fizemos teve gente viajando de um país pro outro pra ver a gente tocar. Vimos muitas camisetas de tour passadas nossas. E a recepção é sempre muito boa. O público compra o merchandising da banda... é uma puta diversão. Não é muito diferente do Brasil, mas é mais intenso. Nós fechamos blocos de shows e acabamos sentindo essa intensidade mais frequente. O fato de voltarmos para Europa esse ano não estava nos nossos planos. Íamos trabalhar num disco esse ano, mas no decorrer da tour no ano passado surgiram mais convites para tocarmos nos festivais de Verão lá. Então vamos fortalecer ainda mais o nome da banda na Europa e voltar com um disco novo em 2018.
Quais são as regiões que tem um público e bandas mais bacanas de surf music?
A França é massa demais pra surf music! As escolas francesa e belga, que sempre falo que são a segunda geração da surf music. Hoje na França tem umas bandas absurdas como a Cannibal Mosquitos, Demon Vendetta, The Irradiates, o Hawaii Samurai voltou e está fazendo shows. Na Bélgica tem o SpeedBall Jr, Fifty Foot Combo lançou um puta disco novo e um dos melhores lançados no ano passado. Pra mim, sempre Bélgica e França são bem legais. Além disso tem a Austria que sempre vamos pra lá fazer shows com o Burning Aces que são nossos irmãos de lá e são sempre legais também.
DISCOGRAFIA

- “Power surf orchestra” (CD, 2009)
 - “Dogs of the seas” (CD, 2011)
 - “Clash Of The Irresistible” (12”, 2013)
 - “To mega surf” (12” picture, 2015)
- “Adenaline explosion” (K7, 2016)
- “Surf´n´goat” (7”, 2016)








- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Bandcamp .
- Confira a página do The Mullet Monster Mafia no Facebook .
Fotos: Andye Iore

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Cash in Flowers faz acústico no Clube do Vinil



O músico Nelson Cancini mal chegou em Maringá para passar as férias e já está rodando os palcos da cidade com o Cash in Flowers. A banda já fez um show essa semana e tocará novamente – em versão duo acústico - na 20ª Feira do Clube do Vinil de Maringá (CVM), no Mercadão Municipal de Maringá, no próximo domingo (15).
O evento acontece entre 9h e 15h, com entrada gratuita, e apresentação está marcada para o começo da tarde após o encerramento da agenda cultural do Mercadão na praça de eventos. O show do Cash in Flowers terá Nelson Cancini e Maycon Milani com voz e violão  e acontecerá no espaço da feira de discos, no fim do corredor principal, em frente ao bar Holy Hops – Tap Station. Vale ressaltar que após um certo horário à tarde a entrada principal do Mercadão pela avenida fecha e fica aberta somente a entrada lateral no Calçadão pelos restaurantes.
Cancini mora em Londres atualmente onde canta na banda Chasing Ghosts. Mesmo em outro país ele mantém o Cash in Flowers em atividade, com a banda já tendo músicas novas e com planejamento de lançar um disco. Saiba mais sobre a feira de discos do CVM .
Foto: Andye Iore

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Zombilly encerra o ano com festa punk


Será realizado no próximo domingo (18) o último evento do ano do Projeto Zombilly. A Festa Punk no Crowbar terá as bandas Droogies (foto abaixo, de Londrina), Fossa Punk (de Maringá) e A Família Monstro (de Maringá). As três de punk rock, em vertentes diferentes. O bar fica na avenida São Paulo, 330, abre às 16h, com entrada gratuita. Antes de ir pro bar, vale dar uma passada na XIX Feira do Clube do Vinil de Maringá, no Shopping Cidade Maringá. O evento acontece no sábado (entre 10h e 20h) e no domingo (entre 14h e 18h), também com entrada gratuita.

BANDAS – A Droogies foi formada em 2002 em Londrina, numa mistura de punk, hard core e hard rock. As letras falam sobre situações urbanas de Londrina, como ruas sujas, violência e sexualidade. A banda tem dois EPs lançados e está compondo material novo para gravar um disco. Eles já tocaram com importantes bandas como CJ Ramone (USA), Coffin Lids (USA), Cólera, Ratos de Porão e Lobotomia.
- A Fossa Punk foi formada em 2015 com amigos de Maringá e Sarandi. O trio tem influência de street punk e segmentos diferentes do punk rock, de Cock Sparrer a Ratos de Porão e se prepara para gravar um disco.
- A Família Monstro foi formada em 2015, com influências de horror punk como MIsfits, Zumbis do Espaço e Blitzkids. A banda já tem um single e prepara o lançamento do primeiro disco.

Agradecemos o apoio e colaboração do Crowbar, Hurricane Skates, Fábio Alencar, Benê Tattoo, Clube do Vinil de Maringá e aos veículos que divulgam os eventos e quem ajuda de alguma forma.
- Confira o site do Droogies .
- Confira a página d´A Família Monstro .
- Confira a página da Fossa Punk .




Foto: Divulgação

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Zombilly faz exposição sobre bandas de Londrina



Será realizada no próximo final de semana (10 e 11) uma exposição fotográfica sobre bandas de Londrina. O evento acontece no SESC Cadeião Cultural, em Londrina, dentro da programação cultural de aniversário de dois anos da unidade e de 82 anos da cidade.
O jornalista Andye Iore selecionou 13 fotos de bandas da cidade de épocas e estilos diferentes. Estão na exposição Billys Bastardos, Wood Surfers, Crazy Horses, Killing Chainsaw/Rodrigo Guedes, Londrina Ska Club, Mary Lee, Maníaticos do Reverb, The Brown Vampire Catz, Fat Black Pack, B-Benders, Outlaw Habits, Malcriados e do produtor cultural Bufunfa que já tocou em diversas bandas.
Vale ressaltar que a foto do Crazy Horses feita no festival curitibano Psycho Carnival, foi usada em reportagem de jornal em Londrina. E a do Killing Chainsaw que apesar de ser formada em Piracicaba, o guitarrista Rodrigo Guedes mora em Londrina, e voltou a tocar com a banda esse ano. A foto foi feita no bar londrinense Gran Mausoleo e usada em documentário sobre o rock brasileiro.
HISTÓRIA – Andye Iore começou a fotografar com uma câmera de plástico da Kodak no final da década de 1980. Foi se intrometendo na frente do palco e fazendo fotos para seu fanzine The Wild Side e depois para o site do Projeto Zombilly. Aos poucos foi trocando de equipamento até chegar numa Canon EOS 60D.  Mas ainda usa a analógica russa Zenit e várias lomos.
As fotografias de Andye Iore já participaram de exposições em Maringá, Londrina, Curitiba, Paraíso do Norte, São Paulo, Campinas e Salvador (BA). O acervo de Andye Iore tem muito mais, com outras bandas, que ficam para uma próxima exposição. O evento do SESC nesse final de semana conta ainda com feira de discos de vinil e shows gratuitos. Confira o evento no Facebook .
 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Noivos fazem casamento roqueiro em Maringá


Fazer pedidos de casamento inusitados é bem comum por aí. Mas são poucos os que se arriscam na cerimônia de casamento. Não foi o que aconteceu em Maringá no último sábado (3). Os noivos Fábio Billy, 31 anos, e Valéria Silva, 30 anos, se casaram numa cerimônia e festa rock´n´roll, na Estância Encanto, na BR-376.
Fábio & Valéria estão juntos há três anos e frequentam os bares roqueiros da cidade. "Juntamos o dinheiro por um ano pensando nesse casamento e na festa", lembra Fábio Billy, que se casou de tênis, calça preta, camisa, gravata borboleta e suspensório. "Conseguimos quebrar as regras dos casamentos tradicionais e deu tudo certo, sem frescura".
Ele escolheu os padrinhos e ela as madrinhas entre seus respectivos grupos de amizade. O figurino combinado era roupa preta com detalhes em vermelho. Noivos, padrinhos, madrinhas e a maioria dos convidados frequentadores dos shows de rock em Maringá e região. Até parecia que o traje social é que ia contra as convenções da sociedade. Tinha topetes, moicano, cabelos coloridos, bigodes estilizados, longas barbas, coturnos, camisetas de bandas, cintos com tachas, bottons e muita (mas muita mesmo) tatuagem à mostra.
E a trilha sonora ajudou no clima descontraído. O noivo entrou ao som de Johnny Cash e a noiva ao som de Metallica. E a festa teve Ramones, Rancid, The Clash, Elvis Presley, Neil Young, entre outros. E acabou na madrugada descambando no funk pop com todos se divertindo. E, claro, como em todo casamento, o momento do "sim" dos noivos foi bem emotivo, levando muitos dos aproximadamente 300 convidados às lágrimas.




Fotos: Andye Iore

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A arte na tragédia



Jornais de diferentes estados brasileiros publicaram hoje edições especiais sobre a tragédia da queda do avião com jogadores da Chapecoense. Como é comum em situações como essa, os jornais usaram a criatividade e exploraram os elementos gráficos e a semiótica na diagramação da capa (imagens acima). As capas especiais foram em jornais esportivos e nos de factual também.
Vale ressaltar que as homenagens aconteceram até em outros segmentos diferentes do futebol. Como na rodada de ontem da NBA nos Estados Unidos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mundo Livre dá exemplo na produção de eventos


Foi realizada no último sábado (19) a quarta edição do Mundo em Movimento, em Maringá. O evento cultural feito pela radio Mundo Livre FM 102,5 aconteceu na Unifamma com uma ampla programação. Teve show com as bandas Terra Celta, Ritmostato e Kicking Bullets. Mais feira de discos do Clube do Vinil de Maringá, adoção de animais, bazar cultural com roupas, decoração, acessórios, jogos de tabuleiro, entre outros. Artistas desenhando no local, fazendo painel com fita adesiva. E também atividades esportivas e praça de alimentação com food trucks e cerveja artesanal.

Mais uma vez a Mundo Livre faz evento gratuito e valorizando os artistas locais. Vale a reflexão enquanto há rádios fazendo eventos com cobrança de ingresso – caro – com o lixo cultural como sertanejos inexpressivos dentro do próprio gênero. E outras anunciando como “o maior festival sertanejo”... todo mês tem um maior festival sertanejo em alguma cidade do Brasil.
Ou seja, qualquer dupla ou cantor que se colocar no lineup, o resultado é  o mesmo porque o público vai esquecer o que aconteceu logo em seguida. O pior é que quando essas rádios tentam fazer um evento com teor cultural, acabam no fiasco justamente porque só tem o perfil comercial e na produção pessoas que não participam ou acompanham o cenário cultural da cidade.

A Mundo Livre além do lado comercial que toda rádio tem, pois precisa de publicidade para se manter, também oferece para a comunidade eventos culturais gratuitos, faz ações sociais e campanhas contra preconceitos. O resultado é uma identificação com o público e comunidade que participa dos eventos da rádio, independente das atrações ou dos apelos comerciais. 


Fotos: Andye Iore

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Shows do Zombilly voltam em grande estilo


O Projeto Zombilly realizou o primeiro evento com shows de 2016 na última terça-feira (15). O evento no Crowbar, em Maringá, reuniu as bandas Wood Surfers (de Londrina), Fossa Punk (de Maringá) e Turbulence (de Maringá). E teve ainda bazar cultural, hambúrguer artesanal e promoção de chopp.
Um grande fluxo de pessoas passou pelo bar durante a tarde e noite garantindo a animação da festa. E vale ressaltar o interesse do público nas bandas undeground. Sem banda cover, sem banda com som comercial para “chamar” público como é comum em outros bares da cidade. Tivemos rock barulhento, tosqueira e honesto.
O Zombilly deu uma pausa nos shows esse ano para se dedicar mais à feira do Clube do Vinil de Maringá. Foi o ano com menos shows desde quando o projeto cultural foi criado em 2007. Mas os pedidos do público para a volta dos shows foi grande. Até que a parceria com o Crowbar foi ampliada, além da realização do bazar cultural com a fera de discos, que vai para a sua quinta edição.

VOCÊ MESMO - Vale ressaltar o caráter colaborativo dos shows, no melhor estilo “do it yourself”. Bandas e amigos ajudaram na realização do evento, com divulgação e equipamentos. Tudo ficou melhor ainda com a entrada gratuita, sem cobrança de couvert ou consumação. Mesmo assim, o bar teve um grande movimento com venda de seus produtos e a promoção de chopp.
Agradecemos a quem foi, os expositores, o apoio da Hurricane, Benê Tattoo, escola de música Fábio Alencar, Alvim´s Burg e Clube do Vinil de Maringá. E, claro, à equipe do Crowbar que sempre nos recebeu muito bem.
Em breve tem mais!


Fotos e vídeo: Andye Iore

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Morre Leonard Cohen



Morreu hoje (10) o poeta e músico canadense Leonard Cohen. Ele estava com 82 anos e a causa da morte não foi divulgada. Curiosamente, ele lançou um disco no final de outubro. Assim como David Bowie, morreu logo após lançar um álbum.
Cohen nasceu a 21 de setembro de 1934, em Westmount, Canadá, e é um dos mais influentes músicos da história, tendo fãs em diferentes gêneros musicais. Artistas e bandas como Sisters of Mercy, Neil Young, Nick Cave, Echo & The Bunnymen, Nirvana, Pixeis, Jesus & Mary Chain, entre outros, tiveram influência de Leonard Cohen.

Ele gravou o primeiro disco em 1967, começando com canções folk e no decorrer dos anos foi focando mais sofisticado, fazendo uma mistura de rock, pop, jazz e uma sonoridade melancólica. Cohen lançou 14 discos de estúdio, mais de 30 coletâneas e recebeu diversos prêmios, seja pela música ou pela literatura.
Várias músicas foram temas de filmes, assim como ele foi tema de documentários.  Destacando as músicas "Hallelujah", “First We Take Manhattan”, “Who by fire”, “Suzanne”, "I'm Your Man", “So Long, Marianne”, “Tower of song”, entre tantas outras. Em 2002 o filme “Looking for Leonard” fez uma bela homenagem ao artista. Sem usar músicas dele por questões de direitos autorais, o filme coloca uma personagem andando por Montreal recitando trechos das obras de Cohen. O filme chegou a ser exibido no circuito alternativo no Brasil.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Feriado tem surf music e punk no Zombilly em Maringá


De tanto nossos amigos pedirem, os shows no Projeto Zombilly estão de volta. O palco será o Crowbar (avenida São Paulo, 330, no centro de Maringá). As bandas serão Wood Surfers (surf music, de Londrina), Fossa Punk (street punk, de Maringá) e Turbulence (punk metal, de Maringá).
A festa será no dia 15 de novembro de 2016, feriado da Proclamação da República, com entrada gratuita. O bar abre às 16h, a primeira banda toca às 18h30. Haverá feira cultural com discos de vinil, camisetas, artesanato e decoração. Pra ficar mais bacana ainda o Crowbar fará promoção de chopp no dia.
BANDAS
- Wood Surfers - formada em 2013 reunindo músicos experientes (foto abaixo) da cena londrinense. O baterista Billy Monster (ex-Kozmic Gorillas e B-Benders), a baixista Isis Carolina (ex-Freak Phantom) e o guitarrista Marcão Pelisson (d´Os Vitais). As influências vão dos clássicos Dick Dale, The Ventures e Link Wray até os contemporâneos Los Straijackts, Surf Coasters. A banda tem repertório com músicas próprias que serão gravadas em breve no primeiro disco e versões de clássicos da surf music.
- Fossa Punk – banda de street punk com amigos de Maringá e Sarandi. O trio tem influência de segmentos diferentes do punk rock, de Cock Sparrer a Ratos de Porão e se prepara para gravar um disco.  Conheça aqui. 
- Turbulence - formada por Maka (bateria), Leonardo Antunes (baixo) e Thiago Barth (baixo). O trio é uma das bandas mais novas da cidade e tem influências de Discharge, Anti Cimex, Venon e Motorhead.
APOIO: Escola de Música Fabio Alencar, Benê Tattoo, Hurricane Skates, Clube do Vinil de Maringá.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Fossa Punk renova a tradição do underground em Maringá


Maringá tem tradição em ter boas bandas de punk rock, com pessoas que levam o lema “do it yourself” ao pé da letra. A mais nova no segmento já começa a chamar a atenção com os shows que tem feito.
A Fossa Punk foi formada no final do ano passado, reunindo amigos de Maringá e Sarandi. Eles ensaiaram bastante e tem agora um repertório com 12 músicas próprias mais algumas versões de clássicos punks. Eles se preparam para entrar em estúdio e gravar no começo de 2017.
O trio tem músicos com experiência no underground de Maringá. Digo Cabrel já passou pelo Punkreas e Desgraceria, Daniel Dandan pelo Punkderm e Desgraceria e Tito tocou na Duffins.
O som tem influência de bandas punks de segmentos diferentes, indo de Cock Sparrer até Ratos de Porão. As letras em português abordam o descaso da sociedade em relação à periferia e as consequencias disso. Como uma referência a Maringá, onde os políticos se gabam de divulgar que não há favela, mas é uma cidade com muitas diferenças e injustiças sociais.
FOSSA PUNK
Tito - Guitarra e vocal
Digo Cabrel - Baixo e vocal
Daniel Dandan - Bateria

CONTATO
Email: digocabrel@gmail.com 
Fone: (44) 99441080
Facebook: @fossapunk






Texto, fotos e vídeo: Andye Iore

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

“Glitch” deixa de lado clichês da mitologia zumbi


O sucesso de “The walking dead” criou uma onda de filmes e series sobre zumbis. O que era antes um cult restrito ao público alternativo, virou mania em todo o mundo. E, claro, surgiram muitas obras ruins, explorando clichês e modificando a mitologia zumbi.
Até que o Netflix lançou na semana passada a serie “Glitch”. São seis episódios que foram exibidos na televisão da Australia em 2015. O canal da internet já garantiu a produção da segunda temporada que será exibida no próximo ano.
A história mostra que seis mortos saem das sepulturas no cemitério da pequena cidade de Yoorana, no interior da Australia. Aos poucos se descobre que eles têm alguma ligação, seja com crimes, seja na maneira como morreram. Mesmo que tenha sido em décadas diferentes. A base da narrativa é a tentativa do xerife e da médica da cidade em esconder da população e autoridades os seis ex-mortos. Tudo piora, quando algum habitante da cidade morre e volta aparentemente maligno, indo atrás dos zumbis, que tentam interagir com a população local tentando resolver pendências do passado.

Em “Glitch” não há ataques de zumbis com cenas gore desnecessárias. E nem a população apavorada por uma suposta epidemia. E sim seis ex-mortos confusos que saem aparentemente saudáveis de suas tumbas e tentam se lembrar do passado e o que aconteceu no fenômeno que fez eles voltarem a viver. Para piorar, existe um perímetro onde eles podem circular. Ao tentarem sair da cidade, eles começam a passar mal e podem se desintegrar. Como acontece com um deles logo no primeiro episódio.
E cada um desses seis “zumbis” tem características diferentes, o que garante reviravoltas na trama. E também dá o ritmo lento da narrativa explorando o background de cada um. Há sequencias com eles tentando se vingar de rivais do passado, outros resolvem pendências com familiares e até os que tentam rever seus pares amorosos. A serie também aborda o preconceito racial - no caso com os aborígenes – e o fanatismo religioso.
A primeira temporada de “Glitch” tem seis episódios que já estão disponíveis no Netflix. A serie não é grande coisa. Mas ao menos mostra um aspecto diferente da mitologia zumbi... e não tem zumbis correndo como o Usain Bolt.
Veja o trailer de “Glitch” .

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Kozmic Gorillas apresenta música nova


A banda curitibana de surf music Kozmic Gorillas está com novo repertório. O trio ensaia o set list com novas músicas após a entrada do baterista André Santos (do Repudiyo) substituindo Matheus Moro em julho. Uma das novidades é “Red wave” (vídeo) que o Projeto Zombilly filmou num ensaio no último final de  semana em Curitiba. A nova canção mostra que Márcio Tadeu segue como compositor de mão cheia.
O guitarrista Márcio Tadeu reformulou a banda no final do ano passado após passar uma temporada em Londrina e voltar para Curitiba.  No baixo está Raphael Gorny (do Joanetes e Macedonia). O entrosamento do trio está bom com a banda tocando em bares curitibanos com essa formação.
O Kozmic Gorillas foi formado em 1999 e já lançou dois discos: “Conquering the space” (2001) e “Gorilla´s Curse” (2003). Nos ensaios recentes a banda reformulou os arranjos de sons antigos e também já fez novas composições, com expectativa para lançar um disco novo. O Kozmic Gorillas já tocou no Projeto Zombilly e é uma presença constante nos track lists do programa Zombilly no Radio.


Video e foto: Andye Iore